Pesquisa revela que o estresse e baixa qualidade de vida vêm impactando bastante na saúde dos executivos brasileiros
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Pesquisa revela que o estresse e baixa qualidade de vida vêm impactando bastante na saúde dos executivos brasileiros

A resposta para o atual quadro da saúde nas empresas brasileiras é reflexo dos hábitos não saudáveis

Destaque - A resposta para o atual quadro da saúde nas empresas brasileiras é reflexo dos hábitos não saudáveis

Por Redação - Publicado em 14 de julho de 2015

Estresse e baixa qualidade de vida vêm impactando na saúde dos executivos brasileiros. É o que aponta levantamento da Omint, operadora de saúde líder, que avaliou as condições de saúde de 20 mil executivos no primeiro semestre de 2014. Dos 20 problemas de saúde mais comuns apresentados nessa população formada por profissionais que vão da média gerência à alta gestão, 11 deles são consequências de uma vida estressada, permeada por hábitos de vida não saudáveis.

Para o diretor médico da Omint, dr. Caio Soares, coordenador da pesquisa, se o estresse das longas jornadas de trabalho vem contribuindo para que haja um número considerável de executivos com sintomas de ansiedade, depressão, insônia, enxaqueca, além de tensões musculares e problemas nas costas e pescoço, o pouco cuidado com a alimentação e o sedentarismo faz com que 4 das principais doenças causadoras de doenças cardíacas apareçam no ranking das chamadas “doenças corporativas”: hipertensão, diabetes, colesterol e o excesso de peso (4º lugar no ranking).

A resposta para o atual quadro da saúde nas empresas brasileiras é reflexo dos hábitos não saudáveis. “A pesquisa indica que 94,31% dos executivos afirmaram não manter uma alimentação equilibrada. O índice de sedentários é de 41,72%, enquanto que 33,04% afirmaram ter um nível de estresse muito alto. O número de fumantes, que era de 18% desta população em 2004, vem caindo gradativamente, ano após ano. Hoje é de 11,46%”, analisa Soares.

De acordo com o especialista, a Omint espera que os resultados da pesquisa promovam uma reflexão por parte das empresas. “Investir em prevenção deixou de ser supérfluo para se tornar peça fundamental na gestão da saúde dos colaboradores. Não se trata apenas de uma questão de custo ou aumentar a produtividade. Preocupar-se com a saúde de seus profissionais não deixa de ser uma forma de reconhecimento”, conclui.

Diagnóstico e solução

Pouco menos da metade dos executivos avaliados neste levantamento da Omint, 40%, apresentam IMC acima do recomendado pela medicina (>25). “Isso não significa que já estamos obesos. O percentual de obesos é de 18%. Mas é um sinal de alerta. Essas pessoas estão caminhando para a obesidade e se não agirem, poderão sofrer as consequências desta doença”, explica.

Os que registraram pressão superior a 140X90 somaram 6%. “Esse quadro pode melhorar muito com mudanças gradativas na rotina. O indivíduo precisa equilibrar seu tempo entre o trabalho, atividades físicas, lazer e família. Isso é essencial para se ter ânimo de mudar”, afirma Soares.

A pesquisa constatou que 30,13% dos executivos estão tentando se alimentar melhor, enquanto que 39% afirma estar pensando muito no assunto recentemente. A motivação para incluir atividade física na rotina, porém, é ainda maior. 41% afirmaram estar tentando incluir o exercício físico em algum momento do dia, enquanto 42% está pensando no assunto. Entre os fumantes, apenas 9% está tentando parar, embora 47% afirmaram pensar muito no assunto. “Esse é o primeiro passo”, diz.

Ranking

Rinite – 30,60%

Alergia de pele – 20,62%

Ansiedade – 18,66%

Excesso de peso – 18,07%

Dor de cabeça frequente – 17,74%

Dor no pescoço ou ombros – 16,37%

Problemas de visão – 15,19%

Asma/bronquite – 13,08%

Insônia – 10%

Pressão alta – 8,28%

Dor nos braços/mãos – 8,13%

Dor crônica nas costas – 7,76%

Depressão – 6,76%

Tireoide – 4%

Gastrite crônica – 3,51%

Diabetes – 1,92%

Úlcera – 1,5%

Audição – 1,4%

Artrose ou Artrite – 1%

Osteoporose – 0,2%

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A resposta para o atual quadro da saúde nas empresas brasileiras é reflexo dos hábitos não saudáveis