A Imunoterapia é utilizada em tumores de difícil tratamento e recebeu bastante destaque durante a 51º ASCO
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A Imunoterapia é utilizada em tumores de difícil tratamento e recebeu bastante destaque durante a 51º ASCO

A imunoterapia roubou a cena na 51ª ASCO e os inibidores de checkpoint ganharam os holofotes em Chicago.

Destaque - No maior encontro da oncologia mundial, grupos de pesquisa apresentaram resultados encorajadores que exploram a imunoterapia

Por Redação - Publicado em 03 de junho de 2015

A imunoterapia roubou a cena na 51ª ASCO e os inibidores de checkpoint ganharam os holofotes em Chicago. No maior encontro da oncologia mundial, diferentes grupos de pesquisa apresentaram resultados encorajadores que exploram a imunoterapia em tumores de difícil tratamento, como pulmão, fígado e no câncer de cabeça e pescoço recorrente ou metastático.

O espanhol Luis Paz-Ares liderou o Checkmate 057, o primeiro estudo de imunoterapia em CPNPC não-escamosas e os resultados mostram que o anti PD-1 nivolumab (Opdivo®) foi capaz de estender a sobrevida na comparação com docetaxel, com ganho mediano de três meses (LBA 109).

O clima de entusiasmo se repetiu no CPNPC escamoso, com o Checkmate-017. O ensaio investigou nivolumab (Opdivo®) em comparação com docetaxel (Taxotere®) em doentes com câncer de pulmão de células escamosas, pós falha a platina. Nivolumab promoveu um ganho de três meses na sobrevida global, em comparação com a quimioterapia, com menor toxicidade (Abstr 8009). “Os dados indicam claramente que a imunoterapia é superior ao Taxotere® pós falha a platina, tanto de uma perspectiva de eficácia quanto de toxicidade. Nivolumab é uma nova opção de tratamento em segunda linha em carcinoma escamoso”, avalia o oncologista Mauro Zukin, do grupo COI, que desde 2012 integra o comitê educativo da ASCO em câncer de pulmão.

Outro estudo aguardado com expectativa,o KEYNOTE 012 também indicou benefícios da imunoterapia no tratamento do câncer, desta vez em um ensaio com 132 pacientes que demonstrou a eficácia do pembrolizumab no câncer de cabeça e pescoço recorrente ou metastático. As descobertas podem preencher uma grande necessidade não atendida de melhores tratamentos para a doença (LBA6008).          

Entre os destaques da conferência da ASCO,  resultados iniciais de um trabalho  da USC Norris Comprehensive Cancer Center  também sinalizam taxa de sobrevida global em 12 meses  de 62% com o uso de nivolumab em câncer de fígado avançado (LBA 101).

Em melanoma, resultados surpreendentes já eram esperados com a combinação de ipilimumab e nivolumab (LBA 1) e os dados apresentados na ASCO confirmaram as expectativas. Também no melanoma avançado, novos dados sobre o talimogene laherparepvec, o T-VEC, foram apresentados a partir de estudos associados com inibidores de checkpoint, além de análises adicionais do ensaio de fase III OPTiM (Abstr 9063 e Abstr 9074).

Por Valéria Hartt, da Onconews

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A imunoterapia roubou a cena na 51ª ASCO e os inibidores de checkpoint ganharam os holofotes em Chicago.