Após anos de estudos, vacina contra o câncer de pulmão avançado foi desenvolvida
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Após anos de estudos, vacina contra o câncer de pulmão avançado foi desenvolvida

A pesquisa foi realizada por pesquisadores argentinos e cubanos

Destaque - A primeira vacina contra o câncer de pulmão avançado foi desenvolvida por pesquisadores

Por Redação - Publicado em 13 de julho de 2015

Cientistas e pesquisadores argentinos e cubanos desenvolveram, após 18 anos de estudos, a primeira vacina contra o câncer de pulmão avançado. Ela não é, como as vacinas mais conhecidas, um fator de prevenção. Na verdade, deve ser encarada como um tratamento. Um teste de sua eficácia foi realizado com 600 portadores da doença. O resultado foi a multiplicação por três do número de pacientes com dois anos de sobrevida, após a aplicação da vacina. 

Segundo o dr. Ricardo Terra, membro da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), o papel da vacina ainda está por ser definido. “Este fármaco ainda está sendo testado e poderá ser uma alternativa interessante para pacientes com doença avançada. Contudo, ainda está em fase experimental.” Até o momento há comprovação de que não esteja associada a grandes efeitos colaterais. “A vacina parece útil em uma população de pacientes mais jovens com câncer avançado. Mais estudos serão necessários para confirmar sua eficácia e para compará-la com medicações já existentes”, observa.

A ação da vacina

O câncer de pulmão, como qualquer neoplasia, decorre de uma série de mutações no genoma das células, que provoca alterações em diversas funções e propriedades delas, como o controle de seu crescimento, proliferação e morte. Logo, as células se multiplicam descontroladamente e invadem tecidos e órgãos, comprometendo suas funções e destruindo-os.

O tratamento estimula, nas pessoas com esta patologia, a criação de anticorpos que combatem as células cancerígenas, sem destruir outros tecidos. Apesar de ser menos incômodo, ainda não é indicado como substituto de quimio e radioterapias, e sim como um fator de aumento da sobrevida do paciente.

“A vacina é uma opção que vem sendo testada em Cuba e que, se realmente comprovada sua efetividade, poderia, em algumas situações clínicas, substituir a quimioterapia. Entretanto, o caminho para até esta eventual conclusão ainda é longo.” Ela foi patenteada pela Argentina, Europa e Estados Unidos. O Brasil está entre os países com interesse no produto que, em breve, poderá ser vendido no mercado nacional.

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A pesquisa foi realizada por pesquisadores argentinos e cubanos